Palestra mostra como lidar com funcionários mais jovens
Evento é voltado para profissionais que trabalham com recrutamento e gestão de pessoas
A IBE-FGV (Fundação Getúlio Vargas) promove uma palestra para discutir os desafios de trabalhar com a nova geração, nesta terça-feira (29), em Campinas. O “1º RH Conference – Perspectivas e Desafios para Gestão de Pessoas”, voltado para profissionais que trabalham com recrutamento e gestão de pessoas, será no auditório da IBE-FGV, que fica na Rua José Paulino, 1369, Centro, a partir das 8h. A gerente da DMRH- Cia de Talentos, Santra Cabral falará sobre como lidar com funcionários mais jovens. As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas. Para mais informações (19) 3739-6420.
Serviço
1º RH Conference
Data: 29 de novembro de 2011
Horário – 8h – Welcome Coffee/8h30 – Palestra
Local: Auditório da IBE-FGV Campinas –Rua José Paulino, 1369, Centro – Campinas.
Inscrições: (19) 3739.6420
13/11/2011 12h27 - Atualizado em 13/11/2011 13h44 Após décadas à mercê do tráfico, Rocinha é ocupada pela polícia
Operação Choque de Paz devolveu território a mais de 69 mil moradores.
Comunidades do Vidigal e Chácara do Céu também foram dominadas.
34 comentários
Operação Choque de Paz devolveu o território a mais de 69 mil moradores na Favela da Rocinha (Foto: Divulgação/Governo do Rio)As comunidades da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu foram ocupadas pacificamente pelas autoridades policiais neste domingo (13), durante a Operação Choque de Paz. Segundo o governo do Rio, a ocupação havia sido planejada há vários meses pelo serviço de inteligência das forças de segurança. Cerca de três mil policiais participaram da ação.
"Nada acontece por acaso. Isso foi planejado há muito tempo pela Secretaria de Segurança, há cerca de quatro, cinco meses, quando pedimos a presidente Dilma que o Exército ficasse no Alemão e Penha até 31 de junho de 2012, porque com isso conseguiríamos entrar na Rocinha", afirmou o governador Sérgio Cabral ao chegar ao 23º BPM (Leblon) nesta manhã.
O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que o objetivo da ação era evitar confrontos. "O nosso objetivo era devolver aquele território à população e isso foi feito. Se chegou nesse local há muito pouco tempo, mas o mais importante é que foi sem disparar um tiro, sem derramar uma gota de sangue de seja lá quem for", ressaltou . E completou: "Esse trabalho começou e não tem data para encerrar. É a libertação do jugo do fuzil".
A chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegada Martha Rocha, disse que a Operação Choque de Paz devolveu o território aos moradores. A delegada fez um apelo aos moradores para que continuem ajudando a polícia, fazendo denúncias sobre possíveis criminosos que ainda estejam nas comunidades.
"Esses moradores recebem de volta esse território. Peço às mulheres que não deixem de nos informar a localização de drogas, armas e traficantes", disse a chefe de Polícia Civil. "Mulheres da Rocinha deem informações, tragam notícias e nos permitam cada vez mais fazer essa grande varredura na devolução desse território a quem pertence, que é o povo da Rocinha."
Blindados e helicópteros
Ainda era de madrugada quando equipes, carros blindados e helicópteros começaram a movimentação para invadir a Rocinha. Moradores foram orientados a não deixar suas casas para evitar ficar um possível confronto armado entre policiais e traficantes. Mas, ao contrário do que se imaginava, a retomada do território aconteceu de forma tranquila, sem que nenhum disparo tenha sido feito.
No total, cerca de 3 mil homens participaram da operação, que contou com apoio de 6 blindados da PM ("Caveirão"), 18 blindados da Marinha, 4 helicópteros da PM e outros 3 da Polícia Civil.
Criminosos tentaram colocar barricadas e jogaram óleo na pista, mas isso não pediu a chegada das tropas ao alto do morro. Homens estrategicamente posicionados nos principais acessos da comunidade ajudaram a evitar o fogo cruzado.
“Às 4h deste domingo, uma coluna com 18 blindados e cerca de 700 homens avançou pelas vias das comunidades para começar a inserção dos homens. Às 4h30 ocorreu a chegada às comunidades, incluindo o uso de helicópteros com câmera de observação térmica. E às 6h, nossos homens informaram que todas as comunidades ocupadas já estavam sob controle", afirmou o coronel Pinheiro Neto, chefe de Estado Maior Operacional da Polícia Militar.
Ruas interditadas
A operação contou ainda com um planejamento estratégico, que incluiu a interdição de vias importantes. Às 2h30 foram fechadas a Autoestrada Lagoa-Barra (nos dois sentidos), a Avenida Niemeyer, a Estrada do Joá, a Rua Marquês de São Vicente e a Estrada das Canoas. Todas já foram liberadas ao trânsito, mas a Polícia Rodoviária Federal mantém blitzes na Ponte Rio-Niterói para evitar a fuga de criminosos que estejam escondidos em outras comunidades.
Um dos pontos altos da operação, que segundo a Secretaria de Segurança Pública começou no dia 1º de novembro, foi a prisão do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, apontado como o chefe do tráfico na Rocinha. Ele está preso em Bangu 1 e deve ser transferido para um presídio federal, fora do Rio, em breve.
A polícia pede ainda que a população continue colaborando, dando informações sobre criminosos, armas e drogas escondidos nas favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu. "Denunciem e ajudem. A população pode ligar para o Disque-Denúncia (2253-1177) ou para o 190 para nos ajudar a localizar criminosos, armas e drogas. Permaneceremos nas comunidades por tempo indeterminado", frisou o chefe de Estado Maior Operacional da Polícia Militar.
saiba mais
- União de forças garantiu sucesso na Rocinha, dizem Cabral e Beltrame
- Moradores têm territórios de volta, diz chefe da Polícia Civil sobre operação
- Bope diz que Vidigal e Chácara do Céu também estão dominadas
- Rocinha tem clima tranquilo após operação policial
- Leia repercussão da ocupação da Rocinha nas redes sociais
- Moradores curiosos registram a Operação Choque de Paz
Balanço parcial
O balanço total de presos e apreensões ainda não foi divulgado. A Secretaria de Segurança Pública informou, pelo Twitter, que desde o início da operação (1º de novembro), oito suspeitos foram mortos e 34 presos, entre eles um policial militar e três civis. Sete menores foram detidos.
Ao todo, 3.086 sacolés de cocaína, 1.519 pedras de crack, 355 papelotes de cocaína e 537 trouxinhas de maconha foram apreendidos.
A polícia também recolheu 33 armas e nove granadas. Só neste domingo, foram encontradas 13 armas, sendo 12 fuzis e uma submetralhadora, carregadores e munição.
Já a Polícia Civil apreendeu na Rocinha, desde o início do mês, 31 motos, 21 mil CDs e DVDs piratas, 4,5 mil peças de vestuário, 100 pares de tênis e 1,3 mil brinquedos que eram vendidos de forma irregular. Os policiais civis também encontraram rojões de artilharia antiaérea e radiotransmissores
Policiais da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) apreenderam 10 rojões utilizados para derrubar helicópteros, sendo que quatro deles já estavam prontos para uso. O material foi encontrado na Rua Umuarama, na Favela da Rocinha.
Rocinha
Localizada entre os bairros da Gávea e de São Conrado, a Rocinha tem, atualmente, 69,3 mil moradores, segundo dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que ocupam uma área de 864.052 m².
A comunidade tem 3 escolas e 3 creches municipais, 1 Ciep, 11 unidades de saúde, um centro de assistência social e duas praças .De acordo com um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Rocinha é a região administrativa da cidade que tem a população com menor nível de escolaridade entre todas do município do Rio de Janeiro.

Palestra mostra como lidar com funcionários mais jovens
Evento é voltado para profissionais que trabalham com recrutamento e gestão de pessoas
A IBE-FGV (Fundação Getúlio Vargas) promove uma palestra para discutir os desafios de trabalhar com a nova geração, nesta terça-feira (29), em Campinas. O “1º RH Conference – Perspectivas e Desafios para Gestão de Pessoas”, voltado para profissionais que trabalham com recrutamento e gestão de pessoas, será no auditório da IBE-FGV, que fica na Rua José Paulino, 1369, Centro, a partir das 8h. A gerente da DMRH- Cia de Talentos, Santra Cabral falará sobre como lidar com funcionários mais jovens. As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas. Para mais informações (19) 3739-6420.
Serviço
1º RH Conference
Data: 29 de novembro de 2011
Horário – 8h – Welcome Coffee/8h30 – Palestra
Local: Auditório da IBE-FGV Campinas –Rua José Paulino, 1369, Centro – Campinas.
Inscrições: (19) 3739.6420
Serviço
1º RH Conference
Data: 29 de novembro de 2011
Horário – 8h – Welcome Coffee/8h30 – Palestra
Local: Auditório da IBE-FGV Campinas –Rua José Paulino, 1369, Centro – Campinas.
Inscrições: (19) 3739.6420
13/11/2011 12h27 - Atualizado em 13/11/2011 13h44
Após décadas à mercê do tráfico, Rocinha é ocupada pela polícia
Operação Choque de Paz devolveu território a mais de 69 mil moradores.
Comunidades do Vidigal e Chácara do Céu também foram dominadas.
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Operação Choque de Paz devolveu o território a mais de 69 mil moradores na Favela da Rocinha (Foto: Divulgação/Governo do Rio)
O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que o objetivo da ação era evitar confrontos. "O nosso objetivo era devolver aquele território à população e isso foi feito. Se chegou nesse local há muito pouco tempo, mas o mais importante é que foi sem disparar um tiro, sem derramar uma gota de sangue de seja lá quem for", ressaltou . E completou: "Esse trabalho começou e não tem data para encerrar. É a libertação do jugo do fuzil".

"Esses moradores recebem de volta esse território. Peço às mulheres que não deixem de nos informar a localização de drogas, armas e traficantes", disse a chefe de Polícia Civil. "Mulheres da Rocinha deem informações, tragam notícias e nos permitam cada vez mais fazer essa grande varredura na devolução desse território a quem pertence, que é o povo da Rocinha."
Blindados e helicópteros
Ainda era de madrugada quando equipes, carros blindados e helicópteros começaram a movimentação para invadir a Rocinha. Moradores foram orientados a não deixar suas casas para evitar ficar um possível confronto armado entre policiais e traficantes. Mas, ao contrário do que se imaginava, a retomada do território aconteceu de forma tranquila, sem que nenhum disparo tenha sido feito.
No total, cerca de 3 mil homens participaram da operação, que contou com apoio de 6 blindados da PM ("Caveirão"), 18 blindados da Marinha, 4 helicópteros da PM e outros 3 da Polícia Civil.
Criminosos tentaram colocar barricadas e jogaram óleo na pista, mas isso não pediu a chegada das tropas ao alto do morro. Homens estrategicamente posicionados nos principais acessos da comunidade ajudaram a evitar o fogo cruzado.
“Às 4h deste domingo, uma coluna com 18 blindados e cerca de 700 homens avançou pelas vias das comunidades para começar a inserção dos homens. Às 4h30 ocorreu a chegada às comunidades, incluindo o uso de helicópteros com câmera de observação térmica. E às 6h, nossos homens informaram que todas as comunidades ocupadas já estavam sob controle", afirmou o coronel Pinheiro Neto, chefe de Estado Maior Operacional da Polícia Militar.

A operação contou ainda com um planejamento estratégico, que incluiu a interdição de vias importantes. Às 2h30 foram fechadas a Autoestrada Lagoa-Barra (nos dois sentidos), a Avenida Niemeyer, a Estrada do Joá, a Rua Marquês de São Vicente e a Estrada das Canoas. Todas já foram liberadas ao trânsito, mas a Polícia Rodoviária Federal mantém blitzes na Ponte Rio-Niterói para evitar a fuga de criminosos que estejam escondidos em outras comunidades.
Um dos pontos altos da operação, que segundo a Secretaria de Segurança Pública começou no dia 1º de novembro, foi a prisão do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, apontado como o chefe do tráfico na Rocinha. Ele está preso em Bangu 1 e deve ser transferido para um presídio federal, fora do Rio, em breve.
A polícia pede ainda que a população continue colaborando, dando informações sobre criminosos, armas e drogas escondidos nas favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu. "Denunciem e ajudem. A população pode ligar para o Disque-Denúncia (2253-1177) ou para o 190 para nos ajudar a localizar criminosos, armas e drogas. Permaneceremos nas comunidades por tempo indeterminado", frisou o chefe de Estado Maior Operacional da Polícia Militar.
saiba mais
Balanço parcial- União de forças garantiu sucesso na Rocinha, dizem Cabral e Beltrame
- Moradores têm territórios de volta, diz chefe da Polícia Civil sobre operação
- Bope diz que Vidigal e Chácara do Céu também estão dominadas
- Rocinha tem clima tranquilo após operação policial
- Leia repercussão da ocupação da Rocinha nas redes sociais
- Moradores curiosos registram a Operação Choque de Paz
O balanço total de presos e apreensões ainda não foi divulgado. A Secretaria de Segurança Pública informou, pelo Twitter, que desde o início da operação (1º de novembro), oito suspeitos foram mortos e 34 presos, entre eles um policial militar e três civis. Sete menores foram detidos.
Ao todo, 3.086 sacolés de cocaína, 1.519 pedras de crack, 355 papelotes de cocaína e 537 trouxinhas de maconha foram apreendidos.
A polícia também recolheu 33 armas e nove granadas. Só neste domingo, foram encontradas 13 armas, sendo 12 fuzis e uma submetralhadora, carregadores e munição.
Já a Polícia Civil apreendeu na Rocinha, desde o início do mês, 31 motos, 21 mil CDs e DVDs piratas, 4,5 mil peças de vestuário, 100 pares de tênis e 1,3 mil brinquedos que eram vendidos de forma irregular. Os policiais civis também encontraram rojões de artilharia antiaérea e radiotransmissores
Policiais da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) apreenderam 10 rojões utilizados para derrubar helicópteros, sendo que quatro deles já estavam prontos para uso. O material foi encontrado na Rua Umuarama, na Favela da Rocinha.
Rocinha
Localizada entre os bairros da Gávea e de São Conrado, a Rocinha tem, atualmente, 69,3 mil moradores, segundo dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que ocupam uma área de 864.052 m².
A comunidade tem 3 escolas e 3 creches municipais, 1 Ciep, 11 unidades de saúde, um centro de assistência social e duas praças .De acordo com um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Rocinha é a região administrativa da cidade que tem a população com menor nível de escolaridade entre todas do município do Rio de Janeiro.

Paulínia terá nova coleta seletiva
Cidade paulista será a primeira do País a utilizar sistema "soterrado"
29/08/2011 - 10:40
Terra da Gente, com info Prefeitura Muinicipal
Terra da Gente, com info Prefeitura Muinicipal

Para a cidade que vai sediar em novembro o SWU, festival que alia música com conscientização pela sustentabilidade, Paulínia, no interior de São Paulo, segue a risca as propostas para melhorar a vida de seus moradores. O município será o primeiro do País e da América Latina a implantar a coleta soterrada, um sistema inovador, que proporciona uma coleta eficiente e rápida, promovendo limpeza, saúde e sustentabilidade, sem ocupar espaço nas vias públicas.E a razão é simples: o sistema de coleta, chamado de Meclix e já utilizado em alguns países da Europa, é composto por uma cuba estanque de concreto, um contêiner de plástico, uma tampa com acabamento e uma lixeira de aço inox com o fundo falso. Todos esses equipamentos são duráveis e testados de acordo com as mais rigorosas normas.
Clique aqui e conheça o Hotsite da SWU
Cada contêiner tem capacidade para receber até 3 mil litros de lixo. Quando o contêiner estiver próximo de atingir a capacidade máxima, um sensor é acionado automaticamente e a equipe de recolhimento receberá um chamado para realizar o seu esvaziamento.Apenas o funcionário da empresa de limpeza possui a chave para a abertura da base. Ao levantá-la, ele prende o contêiner que está abaixo da superfície na grua do caminhão e o contentor esvazia-se através do sistema universal de volteio, retornando ao espaço subterrâneo. Essa operação dura em média, três minutos.
Nesta primeira fase serão implantados 25 jogos compostos de 2 lixeiras cada, sendo um para resíduos seletivos (papel, plástico, alumínio) e outro orgânicos (alimentos), ambos com identificação adequada e localizados em pontos estratégicos da cidade como a prefeitura, o centro comercial (avenida José Paulino), o cemitério municipal, a antiga rodoviária, o Hospital Municipal, o Centro Geriátrico José Pavan e o Complexo Rodoshopping.
“Esse sistema contribui para os projetos de coleta seletiva da cidade, reduz o entupimento de bueiros causado pelo lixo espalhado pelas ruas, proporciona segurança aos profissionais envolvidos, uma vez que eles não entram em contato direto com os resíduos no momento da coleta e as calçadas de Paulínia ficarão mais limpas”, diz o prefeito, José Pavan Junior. A estimativa é que o novo sistema de coleta esteja pronto e em funcionamento até a primeira quinzena de outubro.
Agressão verbal é diária, diz professora agredida com bola
Para a professora, a estrutura do sistema educacional chegou ao limite
28/10/2011 - 18:30
Globo.com/G1
Globo.com/G1

A professora de educação física Maristela Marçal, agredida por um aluno com uma bola de basquete em Campinas, no interior de São Paulo, disse ao G1 nesta sexta-feira (28) que a violência é reflexo das deficiências estruturais da educação. Ela dá aulas há 19 anos - 12 deles na Escola Municipal Padre Francisco Silva, onde o caso aconteceu na tarde de quinta-feira (27).
Atingida na nuca pela bola, Maristela desmaiou e foi levada ao Pronto-Socorro Municipal do Hospital Ouro Verde. Ela ficou em observação até o fim da tarde de quinta e foi liberada em seguida. Está tomando analgésico, disse que ainda sente dores musculares, mas não teve nenhuma consequência mais grave.
Maristela descreveu o autor da agressão, um aluno de 15 anos, como um "menino com muita habilidade, extremamente inteligente, mas que não está canalizando a inteligência para algo bom". Ela disse que o garoto tem problemas de relacionamento com outros colegas e professores.
"Esse é apenas mais um de vários casos que temos na escola", contou. Segundo a professora, no último semestre outros dois colegas de sala de aula registraram boletins de ocorrência por agressão. "Verbalmente, somos agredidos todos os dias e eu tenho aguentado."
Em 2010, a escola municipal mudou de prédio e passou de 500 para 700 alunos. Começou 2011 sem orientadora e sem vice-diretora. "Enquanto o sistema achar que tem que colocar aluno na escola e virar as costas, nada vai funcionar. Esse caso [a agressão] poderia ter sido evitado", disse Maristela. A professora criticou o fato de a discussão sobre a educação no Brasil só ocorrer quando algo grave acontece: "A gente precisa de ajuda para ontem".
Maristela passou três meses de 2010 afastada da escola, em tratamento para estresse. Essa situação é cada vez mais comum no Brasil. "Em alguns casos, estamos admitindo que estamos derrotados em educar", afirmou a professora. "Tenho certeza que outros colegas, pelo Brasil, também estão passando por isso. E ninguém faz nada."
A educadora lembrou do caso em que um aluno baleou a professora dentro da sala de aula e depois se matou, em setembro, em São Caetano do Sul, no ABC, como exemplo de quando a mídia dá atenção para a educação. "Só quando acontece coisa mais grave as pessoas agem", lamentou.
Maristela disse que ainda não sabe se vai registrar um boletim de ocorrência por conta do caso. Ela disse que não conhece os pais do aluno agressor. Afirmou também que não está com medo de voltar a dar aulas - embora vá ficar afastada por alguns dias por acidente de trabalho. "Temos lá 10, 15 alunos problemáticos, mas eu penso nos outros quase 400 que merecem ter minha aula", disse.
A professora acabou de defender a tese de mestrado com o tema "Sentido e significado da escola na perspectiva do aluno". Ela acha que o que acontece na escola é reflexo de uma sociedade agressiva. "Tem pais que perguntam para a gente: 'o que eu faço com o meu filho?'", contou.
Medidas
Segundo a Secretaria da Educação de Campinas, o aluno e seus pais serão chamados pela diretora da escola para explicar o ocorrido. Eles receberão orientação. A secretaria irá analisar também a atitude dos professores, que dispensaram os alunos após o ocorrido.
